Estudo aponta que guitarristas de metal extremo buscam impressionar outros homens

Um estudo publicado em 2022 indicou que guitarristas heterossexuais de metal extremo são motivados principalmente pelo desejo de impressionar outros homens heterossexuais, e não por objetivos de atração sexual junto a mulheres. A informação ganhou repercussão após ser divulgada nas redes sociais do programa britânico QI, conhecido por compartilhar curiosidades baseadas em pesquisas acadêmicas.

A publicação do QI, feita em 2 de outubro de 2022, citou uma pesquisa conduzida por Tara DeLecce, Farid Pazhoohi, Anna Szala e Todd K. Shackelford, divulgada na base científica PsycNet. O estudo contou com a participação de 44 guitarristas heterossexuais do sexo masculino que atuam no segmento do metal extremo.

De acordo com o resumo da pesquisa, embora tocar instrumentos musicais possa estar associado ao aumento da atratividade masculina em determinados contextos, essa relação não se aplica de forma uniforme a todos os gêneros musicais. No caso do metal extremo, tanto o perfil dos músicos quanto o do público é majoritariamente masculino, o que reduziria a função da música como ferramenta de seleção sexual.

O estudo destaca que músicos desse gênero investem grande quantidade de tempo no desenvolvimento de habilidades técnicas, como velocidade, coordenação e precisão. Os pesquisadores levantaram a hipótese de que esse investimento estaria mais relacionado à busca por status e reconhecimento entre pares do que à tentativa de ampliar oportunidades românticas.

Durante a pesquisa, os participantes foram entrevistados sobre hábitos de prática, comportamento sexual e níveis de competitividade em relação a outros homens. Os resultados indicaram que o tempo dedicado ao treino de acordes apresentou correlação com o desejo por sexo casual, enquanto a percepção da própria velocidade ao tocar esteve associada à competitividade intrassexual, definida como o desejo de impressionar outros músicos do mesmo sexo.

Os autores ressaltam que o tamanho da amostra é limitado e que os resultados não devem ser generalizados para todos os guitarristas ou estilos musicais, mas apontam tendências relevantes para a compreensão das dinâmicas sociais no universo do metal extremo.

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