Juiz de Los Angeles arquiva ação por agressão sexual movida contra Marilyn Manson

Um juiz do Condado de Los Angeles arquivou a ação judicial por agressão sexual e lesão corporal movida contra o músico Marilyn Manson, nome artístico de Brian Warner, por sua ex-assistente Ashley Walters. Com a decisão, o julgamento, que estava previsto para ocorrer no início de 2026, foi cancelado.

Ao justificar o arquivamento, o juiz Steve Cochran afirmou que a queixa foi apresentada cerca de dez anos após os fatos relatados. Segundo ele, não foi possível aplicar a chamada “regra da descoberta tardia”, que permite a suspensão do prazo prescricional quando a vítima não poderia ter identificado o dano dentro do período legal. O magistrado afirmou não ter autoridade para estender esse entendimento às circunstâncias do caso.

A advogada de Ashley Walters, Kate McFarlane, informou à revista Rolling Stone que a defesa discorda da decisão e considera que o princípio da descoberta tardia deveria ser aplicado em casos de abuso sexual. Segundo ela, a legislação ainda não contempla plenamente situações em que vítimas enfrentam obstáculos para denunciar os fatos dentro do prazo previsto.

O advogado de Marilyn Manson, Howard King, divulgou nota afirmando que a decisão judicial se baseou na análise dos fatos e reiterou que seu cliente nega as acusações. Segundo ele, o arquivamento permite que o músico siga em frente após anos de disputas judiciais.

Ashley Walters entrou com a ação pela primeira vez em 2021, alegando ter sofrido abusos enquanto trabalhava como assistente pessoal de Warner entre 2010 e 2011. O processo foi arquivado em maio de 2022 e reaberto em dezembro de 2024 após recurso apresentado pela defesa da autora.

Além desse caso, Marilyn Manson enfrentou outras acusações públicas nos últimos anos. A atriz Evan Rachel Wood acusou o músico de estupro e tortura, enquanto a atriz Esmé Bianco o processou por abuso sexual, físico e emocional em 2021. O processo de Bianco foi encerrado por meio de acordo extrajudicial em janeiro de 2023.

Em setembro de 2023, Warner também firmou um acordo privado com uma acusadora não identificada que alegou ter sido estuprada em 2011. Em janeiro de 2025, o Departamento do Xerife do Condado de Los Angeles encerrou uma investigação de quatro anos sobre denúncias contra o músico, afirmando que não foi possível comprovar as acusações além de qualquer dúvida razoável, citando o prazo de prescrição como fator determinante.

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