O advogado de Mick Mars, ex-guitarrista do Mötley Crüe, criticou a decisão de um árbitro que reconheceu o direito da banda de afastar o músico tanto da administração da empresa quanto de sua posição como integrante oficial do grupo. A decisão também determinou que Mars deverá pagar centenas de milhares de dólares ao Mötley Crüe.
A sentença arbitral concluiu que o grupo agiu dentro do contrato ao tomar a decisão, após Mars se afastar das turnês por motivos de saúde. O guitarrista convive há décadas com a espondilite anquilosante, condição degenerativa que compromete sua mobilidade.
Em entrevista à Rolling Stone, o advogado de Mars, Ed McPherson, afirmou que a defesa estuda a possibilidade de recorrer da decisão. Segundo ele, o músico havia manifestado interesse em continuar contribuindo com a banda por meio de composições, gravações e eventuais apresentações pontuais, mesmo sem participar de turnês completas.
No início da semana, o Mötley Crüe divulgou um comunicado afirmando ter obtido uma “vitória decisiva” no processo arbitral. De acordo com a nota, a decisão rejeitou todas as alegações feitas por Mick Mars contra a banda e determinou que ele indenize o grupo. A advogada do Mötley Crüe, Sasha Frid, do escritório Miller Barondess LLP, declarou que o resultado isenta a banda de responsabilidades contratuais e financeiras relacionadas às acusações.
Mick Mars anunciou sua aposentadoria das turnês com o Mötley Crüe em outubro de 2022, citando o agravamento de seus problemas de saúde. Na ocasião, ele afirmou que permaneceria como membro da banda, com John 5 assumindo seu posto nos shows ao vivo. Em abril de 2023, no entanto, Mars entrou com uma ação no Tribunal Superior do Condado de Los Angeles, alegando que os demais integrantes tentaram removê-lo como acionista da empresa responsável pelos negócios do grupo.